Quero fazer obras para tornar a minha casa mais quente. O que devo fazer?

Quero fazer obras para tornar a minha casa mais quente. O que devo fazer?

O comportamento térmico de uma habitação é muito importante, quer a nível de conforto quer a nível económico. É habitual ouvimos dizer que “o dinheiro sai pela porta fora” mas nós diríamos mais: sai pela porta, pelo telhado, pelas paredes e ainda pelas caixilharias.

Costuma-se dizer também que não se constrói uma casa pelo telhado, mas no caso da proteção térmica é exatamente por aí que devemos começar.

Vamos lá então:

Cobertura – a cobertura das nossas casas é das maiores áreas que temos em contacto com o exterior e, como tal, é aí que o potencial de perda de calor é maior. Por essa razão, qualquer que seja a tipologia da cobertura, esta deverá ter proteção térmica,

Um dos exemplos mais conhecidos é o XPS – Poliestireno Extrudido, vulgo “roofmate” que protege do calor, mas também do frio.

Chamamos à atenção que para o caso das coberturas planas, a proteção térmica deverá ser colocada antes do esquema de impermeabilização, vulgo telas.

Também poderemos ter a opção de colocar o famigerado painel sandwich, ou então adotar uma solução melhor e mais inovadora, através de membranas tipo TPO.

Quanto à espessura da proteção térmica, não compensa optar pelo mais fino. A diferença de preço entre 40mm e 60 mm não é assim tão grande, mas a proteção é.

Como medidas compensatórias recomenda-se a aplicação de tetos falsos com lã de rocha.  Em caso de moradias ou últimos andares, a colocação de lã de rocha pousada no sótão também é uma mais valia.

Fachadas – as fachadas, tal como o telhado, ocupam um espaço enorme de contacto com o exterior, pelo que devemos olhar para elas com atenção. O revestimento com isolamento térmico pelo exterior ETICS, vulgo capoto, ainda é a melhor opção.

Na hora de escolher um capoto (já agora, o termo vem de casaco ou capote) há que ter em atenção que nem todos são iguais (como nem todos os automóveis são iguais), pelo que devemos escolher um sistema integrado, que possua todos os elementos construtivos, como por exemplo da Baummit ou da Sika.

Ressalva-se, no entanto, a sua eficácia em fachadas com muitos vãos envidraçados.

Mais uma vez, não sejam poupadinhos na espessura do isolamento térmico EPS – Poliestireno Expandido, vulgo esferovite.

Como medidas compensatórias recomenda-se a aplicação de forras em gesso cartonado com lã de vidro. 

Caixilharia – “ai e tal tenho caixilharia com vidro duplo”, lamentamos, mas não chega.

“A caixilharia de alumínio tradicional, denominada habitualmente por Câmara Europeia, é composta por perfis de alumínio de uma só peça. O calor, o frio e o ruído, transmitem-se através do perfil com extrema facilidade.”

Ou seja, temos que substituir as nossas portas e janelas por caixilharia com rutura térmica e vidro apropriado.

“A caixilharia de alumínio com rutura de ponto térmico, tem a face interior e a face exterior, separadas por um elemento isolante composto por duas barras de poliamida reforçadas com fibra de vidro. Apelida-se a este tipo de caixilharia “Corte Térmico”. Este sistema cria, uma barreira que isola o calor, o frio e os ruídos do exterior, aumentando o conforto e o bem-estar no interior da habitação.”

Como medidas compensatórias recomenda-se a colocação de uma segunda caixilharia, “dita normal”, de preferência pelo lado de fora.

Todos estes métodos construtivos corretivos contribuem para o nosso bem-estar e para a nossa carteira.

Dinheiros à parte, as proteções térmicas das nossas habitações previnem o aparecimento de condensações e consequentes bolores, que vão proliferando dando origem a às tais manchas escuras.

A condensação não traz apenas problemas ao edifício em si, como também pode provocar problemas de saúde aos seus habitantes, como, por exemplo, problemas respiratórios. O fungo é um ser vivo e prolifera nos locais mais húmidos, pelo que deve ser eliminado das paredes e tetos quando surgem, pois, degrada e diminui a vida útil dos elementos.

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